Como contratar o Crédito do Trabalhador pelo celular
Se você tem carteira assinada e quer saber como contratar o Crédito do Trabalhador, a boa notícia é que o pedido pode ser feito pelo celular, no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital. Criado em 2025, o programa é um empréstimo consignado para trabalhadores do setor privado: as parcelas são descontadas direto do salário, o que costuma reduzir os juros em relação ao crédito pessoal comum. Neste texto, explicamos quem pode pedir, o passo a passo, os limites, como funciona a garantia do FGTS e o que acontece em caso de demissão.
Índice
O que é o Crédito do Trabalhador
O Crédito do Trabalhador é uma modalidade de empréstimo consignado para quem trabalha com carteira assinada. A medida provisória que criou o programa foi publicada em 21 de março de 2025, e o Ministério da Fazenda apresentou a linha como uma forma de oferecer juros mais baixos a quem antes só tinha acesso a crédito pessoal ou cartão.
A lógica é a mesma de outros consignados: como a parcela é descontada na folha de pagamento, o risco para o banco é menor, e isso tende a se refletir na taxa. Explicamos o conceito em o que é crédito consignado.
Quem pode pedir
Segundo as perguntas frequentes do Ministério do Trabalho, podem contratar os trabalhadores com carteira assinada, inclusive empregados de MEI, trabalhadores rurais e empregados domésticos. A condição é não ter outro empréstimo consignado vinculado ao mesmo emprego.
Também é preciso ter uma conta gov.br, usada para entrar no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital. Se você ainda não tem acesso ao aplicativo, crie ou recupere a conta antes de começar.
Como contratar o Crédito do Trabalhador: passo a passo
O caminho oficial começa pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, disponível para Android e iPhone:
- Abra o aplicativo da Carteira de Trabalho Digital e entre com a sua conta gov.br.
- Acesse a área do Crédito do Trabalhador e solicite uma proposta.
- Autorize o compartilhamento dos seus dados com os bancos habilitados, como nome, CPF, salário e tempo de empresa.
- Aguarde as ofertas: segundo o Ministério do Trabalho, elas chegam em até 24 horas.
- Compare as propostas e escolha a que tiver o menor custo total, não só a menor parcela.
- Finalize a contratação no canal indicado pelo banco escolhido.
Se nenhuma proposta agradar, o ministério informa que é possível fazer uma nova simulação depois de 24 horas da primeira. Os bancos também passaram a oferecer o produto nos próprios canais, mas o aplicativo da Carteira de Trabalho Digital continua sendo o ponto de partida mais seguro para comparar ofertas.
Como comparar as propostas dos bancos
Quem aprende como contratar o Crédito do Trabalhador costuma olhar só o valor da parcela, e esse é o erro mais comum. Uma parcela menor pode esconder um prazo maior e, no fim, um custo bem mais alto. Ao receber as ofertas, compare três números: o custo efetivo total, que inclui juros, tarifas e seguros; o valor total a pagar até a última parcela; e o prazo. A proposta mais vantajosa é a que tem o menor custo efetivo total para o valor de que você realmente precisa.
Limite de parcela e garantia do FGTS
O trabalhador pode usar até 35% do salário para pagar as prestações do empréstimo. Esse é o limite da margem consignável, e ele vale para a soma das parcelas.
Na contratação, você pode escolher entre três opções de garantia, segundo o Ministério do Trabalho:
- oferecer até 10% do saldo do FGTS;
- oferecer até 100% da multa rescisória;
- não oferecer garantia.
Oferecer garantia tende a melhorar as condições, porque reduz o risco para o banco. Em contrapartida, parte do seu FGTS ou da sua multa fica comprometida com a dívida. Antes de decidir, vale conferir quanto você tem no fundo; veja quando atualiza o saldo do FGTS.
O que acontece se você for demitido
Essa é a dúvida mais importante antes de assinar. Segundo o Ministério do Trabalho, em caso de demissão sem justa causa as garantias oferecidas são usadas para quitar parte da dívida. O que sobrar continua em aberto e pode ser cobrado no próximo emprego, com desconto na nova folha de pagamento.
Por isso, quem está em um emprego instável deve pensar duas vezes antes de usar o FGTS ou a multa como garantia, já que esses valores seriam a reserva justamente no momento da demissão.
Portabilidade: trocar uma dívida mais cara
O programa também permite a portabilidade. De acordo com o ministério, quem já tem crédito com consignação em folha pode pedir a portabilidade a qualquer tempo. Isso abre espaço para trocar uma dívida com juros altos por outra com taxa menor, desde que a conta feche: compare sempre o custo efetivo total da nova operação com o da dívida atual.
Cuidados antes de contratar
Empréstimo é dívida, e o desconto direto no salário reduz a renda disponível por meses. Antes de decidir como contratar o Crédito do Trabalhador, faça as contas do orçamento com a parcela já descontada. Desconfie de ligações ou mensagens que oferecem o crédito em nome do governo e pedem dados ou pagamentos antecipados: o pedido oficial começa no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital.
Em resumo: saber como contratar o Crédito do Trabalhador é simples, mas a decisão exige atenção ao custo total, à garantia escolhida e ao risco de perder o emprego. Se a ideia é se livrar de outro consignado, leia também como quitar empréstimo consignado.
Perguntas frequentes
Como contratar o Crédito do Trabalhador?
Pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital: solicite uma proposta, autorize o compartilhamento dos dados, receba as ofertas dos bancos em até 24 horas e escolha a de menor custo total.
Quem pode pedir o Crédito do Trabalhador?
Trabalhadores com carteira assinada, inclusive empregados de MEI, rurais e domésticos, que não tenham outro consignado vinculado ao mesmo emprego.
Qual o limite de parcela do Crédito do Trabalhador?
As prestações podem comprometer até 35% do salário.
O FGTS é usado no Crédito do Trabalhador?
Só se você escolher. É possível oferecer como garantia até 10% do saldo do FGTS ou até 100% da multa rescisória, ou não oferecer garantia.
O que acontece com o empréstimo se eu for demitido?
Em demissão sem justa causa, as garantias quitam parte da dívida. O saldo restante continua em aberto e pode ser cobrado no próximo emprego.
