Azul (AZUL4): recomendação de compra após queda nas ações
Azul (AZUL4): recomendação de compra após queda nas ações
No dia 29 de agosto de 2024, as ações da Azul (AZUL4) sofreram um impacto significativo, com uma diminuição de 24,14% após surgirem rumores sobre um possível pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos. Apesar dessa queda acentuada, instituições como Bradesco BBI e Goldman Sachs continuam a recomendar a compra das ações da companhia aérea.
Os especialistas Victor Mizusaki, Andre Ferreira e Gabriel Pinho, do Bradesco BBI, informam que a companhia já descartou a possibilidade de recorrer ao Chapter 11, que é como é chamado o processo de recuperação judicial nos EUA. Além disso, destacam que a Azul está envolvida em negociações produtivas com locadores com o intuito de resolver a questão de US$ 570 milhões em obrigações de leasing de aeronaves.
Os analistas observam ainda que a AZUL4 está implementando outras estratégias voltadas à melhoria da liquidez e projetam um aumento de aproximadamente US$ 1,3 bilhão em caixa para os próximos meses.
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A dívida em questão inclui US$ 800 milhões em novos títulos, US$ 209 milhões provenientes de um empréstimo da Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF) e US$ 300 milhões do FNAC, Fundo Nacional de Aviação Civil. O Bradesco BBI mantém sua recomendação de compra para as ações da Azul, estabelecendo um preço-alvo de R$ 20.
Por outro lado, o Goldman Sachs ressalta que a Azul demonstrou uma recuperação na lucratividade desde o impacto da pandemia, evidenciada pelos níveis de margem Ebitda.
Ainda assim, os analistas do Goldman Sachs mencionam que a dívida da Azul apresenta um certo grau de preocupação, especialmente pelo fato de a maior parte dela estar representada em dólares, o que é desfavorável dado o cenário de depreciação do real. Contudo, eles destacam que as linhas de crédito respaldadas pelo FNAC podem ajudar a minimizar a saída de caixa da empresa no curto prazo e também a reduzir os custos de empréstimos.
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O Goldman Sachs reafirma sua recomendação de compra para os papéis da Azul, com um preço-alvo de R$ 12,20. Os principais riscos apontados para a situação da Azul incluem preços do petróleo acima do esperado, a depreciação do real em relação ao dólar, demanda baixa por passagens aéreas e uma competição intensa e irracional.

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